A jovem Isabel Veloso participou do Programa Sete e Meia nesta quarta-feira, 10, para contar um pouco sobre da sua rotina desde que decidiu adotar cuidados paliativos na luta contra o câncer. A história da duovizinhense ganhou repercussão nacional quando, depois de três anos lutando contra um Linfoma de Hodgkin, ela teve esperança de cura seguida da bomba de que a doença havia voltado com o diagnóstico de que não teria muitos meses de vida, entrando para os cuidados paliativos. Na época, um grupo de amigos se sensibilizou e organizou uma vaquinha virtual para que ela e o noivo realizassem o sonho de casar e isso fez com que Isabel ganhasse muitos seguidores no Instagram (atualmente está com 3 milhões) onde mostra como conviver com a doença.

“Recentemente, eu fiz um exame de acompanhamento e a doença está bem estabilizada graças ao último tratamento que eu fiz e, por mais que tenha contraindicação dele, eu tive uma boa resposta. O tumor estava bem grande quando eu tive essa recidiva e eu fiz o tratamento, mas a reação foi muito grave e eu tive que parar. Então, mesmo assim, eu tinha um tumor crescendo no pescoço, que no momento se encontra estabilizado no crescimento. O canabidiol entrou na minha vida e está ajudando a controlar minha doença, até retardar o crescimento e, hoje, o maior tumor está com seis milímetros”, disse Isabel.

Ela falou sobre algumas dificuldades que vinha enfrentando. “Quando eu realizei o último tratamento, em janeiro, com reações graves, eu tive uma crise de dor neuropática, que foi a pior dor que senti na minha vida e precisava receber altas doses de morfina. Eu fiquei três dias seguidos gritando de dor, recebendo dose máxima de morfina no hospital, num período bem complicado. Depois que sai do hospital, a cada uma hora, eram mais 10 miligramas de morfina. Pensa isso no dia todo. Então, depois que entrei para os cuidados paliativos, a minha médica é especialista em canabinoides e me indicou a utilização. Até que a Golden entrou em contato com o meu pai, falando que se eu tivesse a receita médica eles queriam fornecer o canabidiol para mim como um tratamento em relação a dor e, no final das contas, ele me ajudou na dor e na ansiedade, já que eu parei de tomar meus remédios e, também foi uma surpresa, que retardou o crescimento tumoral. Então, além de tratar a dor e a ansiedade, ele tá ajudando na minha doença. Nosso cérebro tem um receptor próprio da canabinoides e quando a gente entra em contato com esse implemento, o cérebro cria um ativo que acaba melhorando e facilitando de receber a medicação no nosso corpo. A cannabis medicinal tem várias indicações, não só para ansiedade e câncer, mas para dor, pessoas que tem fibromialgia, um problema nos músculos, a questão das convulsões, Alzheimer e outras doenças como Parkinson. A única contraindicação é para pessoas que tem problemas renais por conta que ele acaba passando com uma drenagem grande no rim e não elimina toda a toxina do nosso corpo”, completa.

Ela destacou que um tabu foi criado em virtude do medicamento ser extraído da cannabis sativa, a planta da maconha. “Existem milhares de plantas medicinais além da cannabis. Quando eles fazem a extração do óleo, eles deixam somente aquela parte medicinal e a parte alucinógena é descartada. Assim como qualquer outro medicamento que utilizamos. Qualquer medicação te dá uma estabilizada na dor, mas pode gerar outros problemas porque são uma droga. O cannabis é natural, ele não vem com ativos ou química. É o óleo da planta. O pessoal cria tabu, mas é muito simples”, completa.

O esposo de Isabel, Lucas Borbas, exaltou a melhora. “Quem esteve do lado da Isabel nos momentos de dores, percebeu a total diferença. Ela chegou a tomar fentanil, que é anestesia de procedimento cirúrgico e não passava nada da dor dela. Os médicos não sabiam o que fazer. Aí veio a alternativa do canabinoide que nos auxiliou muito”, celebrou. O pai, Joelson Veloso, também falou sobre a diferença que o remédio fez na vida da filha. “A Isabel teve episódios de 48 horas de muita dor, recebendo diversos medicamentos, ela chegou a usar morfina, o adesivo Restiva, que é muito caro, estávamos gastando mais de R$ 1 mil em medicações. Precisava correr ao médico a todo instante e não estávamos tendo o resultado esperado. Quando colocamos o cbd, foi tirando a morfina, os outros remédios e acabou melhorando a vida dela”, conclui.

Muito carinho...

Ela destacou também a boa energia e o carinho das pessoas que ajudam ela a ter mais qualidade de vida. “Eu sinto, de longe, a vibração das pessoas quando desejam te tratar com carinho e trazer alegrias na sua vida. Você tem que reconhecer que as pessoas, por mais que não sejam próximas, podem criar um carinho, por acompanhar sua vida nas redes sociais, então você sente essa vibração e amor das pessoas. E eu só tenho a dizer gratidão. O pessoal de Dois Vizinhos, em todas as vaquinhas que realizei, as rifas, até o meu casamento, no começo, vários fornecedores foram daqui da região e fizeram o impossível para que isso acontecesse então, para esse pessoal, só gratidão eu teria para falar. Foi tudo muito bonito, tudo incrível e sozinha eu não teria conseguido”, conclui.

Fonte: Portal Educadora

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