Expectativa do sindicato é negociar o reajuste dentro do mês da data-base que é novembro.
Foto: Assessoria
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Na manhã de quarta-feira, 12, representantes do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Dois Vizinhos e Região (Sintrial) fizeram uma manifestação, em frente ao abatedouro da MBRF, em Dois Vizinhos. A ação foi pensada já que as negociações do reajuste salarial estão travadas. “O nosso acordo coletivo entre sindicato e MBRF acontece no mês de novembro, então, finalizou o acordo do ano passado em outubro e agora entra outro em vigor até o outubro de 2026. Nos últimos anos, a empresa vem atrasando esses acordos. Ela começa a negociar em novembro e vai arrastando. Tivemos uma conversa no dia 4 que não surtiu efeito, fizemos uma reunião para marcar outra reunião, e aí ficou agendada a próxima reunião para o dia 25 de novembro, no final do mês e aí já está praticamente extrapolando o prazo. Nossa luta e a nossa vontade é negociar e finalizar o acordo dentro do mês e, quando o trabalhador for receber seu salário, lá em dezembro, já tenha o reajuste”, disse Marilene Martins Moreira, presidente do Sintrial.
Ela falou sobre alguns pedidos da categoria. “Esse ano a inflação fechou em 4,49% e nós estamos lutando por ganho real porque nos últimos anos nós tivemos sempre só a inflação. Ano passado, conseguimos 0,60% de ganho real e, em 2025, a empresa, graças a Deus, está muito bem e vamos lutar, brigar, no sentido bom da palavra, para que a gente possa ter um ganho real bom pros trabalhadores. Queremos resolver agora para que, em dezembro, o trabalhador já saiba o que pode gastar, o que pode comprar, até onde eu devo segurar porque já tem o valor que vai permanecer até outubro de 2026. Por isso iniciamos a campanha aqui, tendo em vista que, na primeira rodada, a gente já percebeu que não evoluiu. Essa campanha está acontecendo em conjunto com os demais sindicatos do Paraná que fazem parte da alimentação para essa reivindicação. Sabemos que se a gente não conseguir evoluir e começar a atrasar, vamos tomar outras medidas. Queremos que a empresa se sensibilize e possa estar reajustando os salários do nosso povo aqui”, completa.
Ela pediu valorização aos empregados que fazem parte da empresa. “Sabemos que está faltando trabalhadores, está difícil de contratar. Alguns trabalhadores que estão na empresa até querem sair devido à carga puxada que enfrentam e a falta de valorização. E os novos que entram se uma outra empresa oferece um valor maior, ela vai abrir mão e vai partir para um outro emprego gerando essa defasagem que afeta todos, já que a função onde seriam necessários cinco trabalhadores tem três trabalhando, a função onde precisariam de 10 tem seis trabalhando e aí acaba ficando puxado para quem trabalha em produção. Então, nesse sentido, é que nós estamos reivindicando um salário melhor, uns números bons também para a nossa negociação”, completou.
Fonte: Portal Educadora