Dinheiro, normalmente, é utilizado para manter vícios.
Foto: Portal Educadora
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Na manhã desta sexta-feira, 12, os secretários Cátia Bonin (Assistência Social) e Carlos Mangini (Planejamento), juntamente com a diretora de assistência social, Rosi Godois, e o psicólogo na política pública de assistência social, Thiago Dambros, participaram do Educadora News para falar sobre a situação dos andarilhos e mendigos que estão aparecendo em Dois Vizinhos neste fim de ano. “A sociedade, a população, os empresários nos cobram muito nessa questão. Eu já adianto que nós temos informações completas de todos eles e o nosso pedido para a sociedade é que, ao ver qualquer situação, denuncie, ligue para a gente sempre lembrando que nós, como município, temos obrigação e deveres com essas pessoas sempre respeitando todos os direitos que eles têm”, disse Cátia Bonin.
Carlos Mangini ressaltou que o número de reclamações tem aumentado bastante. “O poder executivo acompanha o trabalho da assistência social em prol das famílias duovizinhenses, mas, infelizmente, essas pessoas advindas de outros locais estão causando alguns desconfortos. Isso gera um pouco de receio, mal-estar e é uma grande preocupação do prefeito Carlinhos. Estamos atuando de forma integrada para poder auxiliar as pessoas a voltarem aos seus lugares de origem, mas não adianta colocar num ônibus e mandar embora, isso é ilegal. O que pedimos para a população é que, muitas vezes, essas pessoas estão nas ruas, pedindo dinheiro, comida, benefícios e eu sei que dói no coração não ajudar, mas se você ajudar você sustenta essa situação de rua. O poder público vai tomar as medidas para auxiliar essas pessoas, para buscar tratamento, retornar para a família, mas tudo dentro da legislação”, completa.
Acompanhamento
Rosi Godois ressaltou que todas as pessoas em situação de rua estão sendo acompanhadas. “A secretaria de assistência sabe que não são os nossos munícipes que estão nessas condições, mas precisamos ressaltar que, quando a gente ajuda essas pessoas com dinheiro, acabamos estimulando elas permanecerem no vício do álcool ou outras drogas. Sabemos que foram esses vícios que tiraram as pessoas do núcleo familiar porque fazemos contato com as famílias de todos. O nosso trabalho consiste na busca ativa, procurando a origem dessas pessoas e tentar fazer o retorno familiar, tentar entender porque os vínculos foram rompidos e tem muito álcool presente. Quando a gente dá o dinheiro, não ajudamos ninguém, estimulamos a permanência na rua e a dependência química. O que pedimos é que a população ligue para a assistência social que nós vamos atuar”, completou.
Crescimento de pessoas em situação de rua
Thiago Dambros trouxe dados preocupantes sobre o número de pessoas em situação de rua. “No Brasil, entre 2012 e 2022, a quantidade de pessoas em situação de rua cresceu 200%. A gente faz o trabalho, aborda todos e busca identificar os vínculos familiares, que normalmente estão rompidos e buscamos o resgate, mas não é uma situação fácil de se resolver. São vários anos de desgaste de vinculo familiar e a gente chega tentando conversar com as pessoas para dar um amparo a essas pessoas que estão na rua. Temos os comerciantes e pessoas da sociedade que nos cobram medidas para tentar resolver essa problemática trazendo queixas que essas pessoas prejudicam o andamento dos trabalhos, entretanto, seguimos a normativa mais completa em nível federal, que é do ano de 2020, assinada pela então ministra Damares, que coloca detalhadamente o que nós podemos fazer. Ela diz que é proibido a assistência social retirar uma pessoa de um local público por conta de um comerciante que está incomodado. Por isso eu sempre enfatizo que, enquanto cidadãos, podemos fazer tudo que a lei não proíbe e, enquanto poder público, só podemos fazer o que a lei nos autoriza”, conclui.
Fonte: Portal Educadora