• Dois Vizinhos - Paraná - Brasil

com

AO VIVO
Geral

EPR Iguaçu deve iniciar cobrança de pedágio no Sudoeste em 60 dias

O diretor-executivo Silvio Caldas concedeu entrevista exclusiva para a Rádio Educadora FM e falou sobre a concessão de rodovias na região.

EPR Iguaçu deve iniciar cobrança de pedágio no Sudoeste em 60 dias
  • 16 de Janeiro de 2026
  • Foto: Assessoria EPR

  • 244

Na manhã desta sexta-feira, 16, o Educadora News entrevistou, com exclusividade, Silvio Caldas, diretor-executivo da EPR Iguaçu, concessionária que está administrando as rodovias a BR-277 (trecho entre Prudentópolis e Foz do Iguaçu), BR-163 (entre Cascavel e Realeza), PR-182 e 483 (entre Realeza e Francisco Beltrão) e a PR-180, 280 e 158 (entre Marmeleiro, Vitorino e Pato Branco). Na ocasião, ele falou sobre o programa de concessão e a implantação das praças de pedágio no Sudoeste – que devem entrar em funcionamento nos próximos 60 dias. Confira a entrevista:

Renata Pagnoncelli – A EPR Iguaçu administra as rodovias do Lote 6 e vem implementando os pórticos do pedágio eletrônico e o povo da nossa região está se acostumando, agora, com as intervenções que vem sendo feitas. O que esse Lote 6 representa em volume de obras, como estão as adaptações e o que vocês vêm fazendo nessas rodovias?

Silvio Caldas – Gostaria de agradecer a Rádio Educadora pela oportunidade, saudando todos os ouvintes para falarmos sobre esse programa de concessão. Esse é um grande programa da ANTT, que é o órgão regulamentador, onde temos 660 quilômetros abrangidos, saindo de Foz do Iguaçu até Prudentópolis e de Cascavel até Pato Branco, abrangendo o Sudoeste. Temos o maior pacote de obras e volume de investimentos em concessão dentro desse lote. Só para termos uma ideia, iremos duplicar, até o nono ano, em torno de 460 quilômetros de rodovias. Isso corresponde a cerca de 70% de toda a malha rodoviária. Além disso, teremos mais de 30 quilômetros de faixas adicionais, 87 quilômetros de vias marginais, mais de 130 viadutos, 38 passarelas, então, o volume de investimento é muito grande com o foco muito grande em trazer uma melhoria significativa para todos os usuários e comunidade trazendo mais conforto, mais segurança, preservação da vida, que é o objetivo maior do programa de concessão e da EPR Iguaçu que é preservar o nosso maior bem que é a vida. Então, é um programa que traz muito investimento e vai contribuir para que a gente tenha um desenvolvimento maior da infraestrutura e contribuir para os municípios e toda a região. Um pacote robusto de investimentos que estamos prevendo e será executado até o nono ano.

Alexandre Baggio – Silvio, a grande novidade são esses pedágios eletrônicos, os pórticos que já estão sendo instalados. Gostaria que o senhor explicasse como vai funcionar esse sistema, como o usuário deve atuar nessa novidade?

Silvio Caldas - O contrato de concessão previa a instalação de três novas praças de pedágio e são essas que estamos implantando já no sistema de pedágio eletrônico. Esse sistema nos dá melhorias, mais segurança, mais conforto para quem trafega pela região com um pedágio que não precisa parar para que se faça a leitura, o atendimento e, com isso, a trafegabilidade é constante e isso gera mais segurança, evita filas nas praças de pedágio. Esses são alguns benefícios que esse sistema nos dá. Hoje nós já temos pistas automáticas nas nossas praças físicas que são utilizadas através da TAG que é colocada nos para-brisa dos veículos e faz a leitura automática e a cobrança vem no cartão de crédito ou débito do cliente. Nos pórticos, vai funcionar de forma semelhante: temos os pórticos já instalados em Santa Lúcia, em Ampére e em Vitorino num sistema onde é composto por câmeras que fazem as leituras e captam as imagens dos veículos. Quem tem a TAG não muda nada. A outra forma de cobrança é através da leitura da placa que o sistema faz e, em seguida, o proprietário precisa fazer o pagamento para evitar possíveis penalizações. É importante a gente destacar que a recomendação para todos é fazer o cadastramento dos usuários no site da EPR Iguaçu (clique aqui). É rápido, simples, são dados do veículo e dados do proprietário que serão colocados ali. Isso é importante porque, com isso, a gente consegue entrar em contato com todos caso eles passem nas praças de pedágio. Vale ressaltar que o não pagamento configura multa após 30 dias, se o usuário estiver cadastrado, a gente vai conseguir entrar em contato e orientá-lo para regularizar a situação. Como ele vai poder pagar? Através do site e do nosso aplicativo que será disponibilizado. Nas bases operacionais também teremos totens de atendimento para que o usuário possa fazer o pagamento e estamos fechando parceria com estabelecimentos, ao longo de todo o segmento, e isso vai trazer mais facilidades para que os usuários possam pagar o pedágio. Nas praças físicas de outras localidades, ele também vai poder pagar, porque o sistema é totalmente integrado.

Wellington Basso – O paranaense tem um sentimento que passou anos pagando pedágio e não tínhamos obras. Como é o cronograma de obras da EPR Iguaçu, como será desenvolvido daqui para a frente?

Silvio Caldas - O contrato, o programa de concessão, ele é, realmente, muito robusto com relação aos investimentos, as obras que serão realizadas. Nós temos, dentro do nosso programa de obras, até o nono, a previsão de duplicar 460 quilômetros de rodovia. É importante a gente esclarecer que o contato de concessão não foi firmado com o Governo do Estado, esse é um programa federal onde o órgão regulador é a ANTT e o cronograma não foi estabelecido pela concessionária, ele veio determinado e estabelecido no programa de concessão, não foi a EPR Iguaçu que decidiu fazer primeiro em uma localização, depois na outra, já veio determinado o ano, a localização e os investimentos necessários. Falando do Sudoeste, nós temos a previsão de fazer toda a duplicação até Pato Branco e nos trechos da BR 163 remanescentes de duplicação nós também temos a obrigação de fazer essas obras. Elas iniciam e as entregas estão previstas a partir do terceiro ano. Por que? Porque precisamos elaborar os projetos executivos, obter os licenciamentos ambientais e, efetivamente, poder executar. As entregas começam a partir do terceiro ano. Quando falamos do primeiro ano de entrega, esse terceiro ano, temos uma porção de obras que será feita em Guarapuava, outra parte em Matelândia e outra em Pato Branco. Ao longo dos seis anos seguintes para que cheguemos ao nono ano como tudo concluído há uma distribuição desses trechos, começa com 35 quilômetros, depois passa para mais de 40, 50 e teremos até um pico de até 98 quilômetros somente de duplicação. São grandes investimentos que vão trazer mais conforto ao usuário, segurança, redução de acidentes, preservação da vida e contribuir para o crescimento regional, um pacote muito robusto e com muitas melhorias previstas.

Renata Pagnoncelli – Nossa região tem muito desenvolvimento, mas ainda não temos essa cultura do pedágio. Como podemos introduzir essa cultura de forma mais didática sem que os motoristas se sintam assim ou assado e entendendo que são vantagens para segurança e praticidade?

Silvio Caldas – Você trouxe um ponto muito importante. A região Sudoeste não existia pedágio no programa de concessão anterior, então, isso é uma novidade para a região, assim como a quantidade de obras que estamos executando desde que assumimos a concessão, em maio de 2025, quando iniciamos, imediatamente, um pacote de melhorias significativas, principalmente, no Sudoeste, onde as rodovias estavam em condições piores de manutenção e conservação. Estamos com uma mobilização muito grande de recuperação de pavimento, já foram mais de 500 quilômetros de faixas de recuperação, já implantamos mais de 5 mil placas de sinalização ao longo desse segmento, refizemos mais de 330 mil metros quadrados de repintura de sinalização horizontal, de faixas, muita coisa está sendo feita na região e, muitas vezes, as pessoas até me abordam e falam que não estão tão acostumados com tantas obras e sabemos que, em alguns momentos, isso gera algum tipo desconforto ao usuário em função das barreiras, das interferências, mas isso sempre para trazer melhor condição melhor para toda a comunidade e usuários. Queremos estar sempre muito próximos da comunidade para transmitir tudo isso e levar a informação para uma região que não estava familiarizada com o programa de concessão. Por isso, sempre estamos disponíveis, temos nossos canais de atendimento, as bases operacionais, o telefone 0800-277-0163 que está sempre disponível para tirar dúvidas e que possamos fazer momentos de comunicação. Vamos implantar um plano de comunicação, principalmente, quando falamos em relação ao pedágio eletrônico para levar as informações aos municípios, fazendo campanhas explicativas, vamos implantar muitas placas, sinalização com mensagens para que as pessoas possam entender esse modelo de pedágio, informando forma de pagamento, como funciona, a importância do cadastramento para termos comunicação e que o usuário evite multas e, tudo isso, está fazendo parte da nossa forma de se comunicar. Esse é o nosso jeito de fazer a gestão do modelo de concessão, com diálogo aberto, escuta ativa, entendendo as necessidades dos municípios, usuários e comunidade para que possamos, em conjunto, chegarmos nas melhores soluções e no desenvolvimento regional.

Renata Pagnoncelli – E quanto a prazos. A partir de quando esses pórticos eletrônicos entram em funcionamento?

Silvio Caldas - Não temos ainda datas cravadas porque temos uma série de parâmetros contratuais que precisamos cumprir. Estamos na fase final e, a partir disso, é necessário que a ANTT, que regula, vistorie e ateste que tudo esteja atendido - seja a sinalização, pavimento, a conservação da pista. O contrato é exigente, nos dá muitas obrigações para que possamos começar a cobrança e isso deve acontecer nos próximos 60 dias, mas não temos datas para o início da cobrança. Vale ressaltar que temos quatro bases operacionais no Sudoeste, com estrutura de guincho, ambulâncias, inclusive, tripuladas por médicos, para levar atendimentos de qualidade aos usuários. Caso seja preciso, nos procure no 0800-277-0163 para prestar todo atendimento. É um importante serviço e, desde que assumimos, já foram mais de 100 mil atendimentos, sendo mais de 20 mil foram no Sudoeste numa média de 450 atendimentos por dia. São muitas pessoas atendidas e, para nós, é muito importante para fazer isso da melhor forma.

Fonte: Portal Educadora