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Dr. Áthila fala sobre o fluxograma da saúde em Dois Vizinhos

Ele destacou que os atendimentos começam nas unidades ou na UPA até chegar ao Hospital Pró-Vida.

Dr. Áthila fala sobre o fluxograma da saúde em Dois Vizinhos
  • 26 de Janeiro de 2026
  • Foto: Portal Educadora

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Na última semana, o diretor técnico do Hospital Pró-Vida, Dr. Carlos Áthila Lima de Oliveira, participou do Programa Sete e Meia e falou sobre como se dá o atendimento na casa de saúde e sobre as previsões para a inauguração da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), que deve acontecer ainda em 2026.

O médico destacou o fluxograma de atendimentos no município. “Hoje temos 18 postos de saúde abertos, ou seja, o paciente com febre, dor de garganta, dor de cabeça não precisa procurar o Hospital Pró-Vida, que é referência para internamento e paciente grave. Busquem as unidades básicas, façam as consultas, peguem a prescrição e a medicação. Pacientes, por exemplo, uma criança que caiu e fraturou, têm atendimento na UPA, que é a porta de entrada para situações de emergência. Se lá não houver suporte, a gente recebe no hospital. Em teoria, o hospital está lá para receber pacientes oriundos da UPA, onde se faz a avaliação inicial e se identifica a gravidade. Claro, temos os politraumas graves que vêm pelo Samu, Bombeiros, casos graves de acidentes em casa que também chegam direto ao hospital. Vale ressaltar que o Pró-Vida não é para fazer consultas, check-ups. Estamos trabalhando para melhorar, a população está começando a entender e é fundamental ter a consciência de que o hospital não é para ser sobrecarregado com atendimentos básicos, e isso pode tirar a atenção de quem está precisando. Vale ressaltar que, no caso de planos de saúde (Unimed, Polisaúde, Copel, entre outros) e convênios para os municípios, a porta de entrada passa a ser o hospital”, disse o Dr. Áthila.

Ele ressaltou que as pessoas acabam sendo muito imediatistas, e isso prejudica os tratamentos. “Vou dar um exemplo que acontece muito. O paciente passa na UPA de manhã com amigdalite, é consultado e recebe um antibiótico que, normalmente, atinge seu efeito em três dias e, no período da noite, esse mesmo paciente está no Pró-Vida dizendo que não resolveu. Aí você pergunta se retirou a medicação, se está tomando corretamente, e ele diz que não. Então, isso cria um gargalo para todo mundo. A gente está tentando encontrar maneiras de conscientizar as pessoas de que um tratamento tem prazos, a medicação tem tempo para surtir efeito. Também estamos tentando combater isso porque é custo extra. Medicina custa dinheiro e, se ficarmos jogando dinheiro fora, uma hora vai faltar”, completou.

Estrutura de ponta
Dr. Áthila destacou que a estrutura oferecida por Dois Vizinhos é muito boa. “Eu vim de uma realidade em que, muitas vezes, você atendia o paciente, via uma lesão de mama, solicitava uma tomografia de urgência e ela era marcada para o ano seguinte, por conta da fila. Então, praticamente era dada uma sentença de morte ao paciente, porque o sistema não conseguia abranger. Hoje, no Pró-Vida, você tem uma suspeita e, em cinco minutos, o paciente já faz a tomografia contrastada, identifica a lesão ou a suspeita de malignidade e, no dia seguinte, ele está no Ceonc. Então veja a diferença do que encontramos por aí afora para o que temos hoje. No hospital, não temos ressonância, mas o paciente internado, assim que identificado que precisa de ressonância, no mesmo dia ou no dia seguinte, tem acesso ao exame. Temos medicação de alto custo disponível, então os pacientes de Dois Vizinhos e de convênios têm uma assistência de primeiro mundo”, completou.

UTI
A parte física da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) deve ser inaugurada no fim de março; entretanto, as atividades devem demorar um pouco mais para iniciar. “As obras, pelo cronograma, serão finalizadas no fim de março. Com a entrega, vamos iniciar a licitação de materiais, mas já temos muitas coisas desenhadas e vamos equipar a UTI com o que há de mais moderno no mercado. Acredito que, até agosto, tenhamos tudo em mãos para iniciar. Também precisamos buscar as liberações, temos as vistorias e, até o fim do ano, já podemos estar em dia. A direção do hospital abraçou a causa, é muito solícita em atender nossas ideias, e temos projetos para o futuro, dando um passo de cada vez, até para fazer a acreditação do Pró-Vida. Isso é uma evolução e transforma o hospital em referência para a região. Hoje, a gente se depara com pacientes internados, familiares que buscam ir para Beltrão, mas muitas vezes o paciente não precisa. A gente quer fazer de uma forma que os pacientes de Beltrão queiram vir para cá. Tenho trabalhado incansavelmente, conversado com colegas, tentando trazer mais especialistas, um cirurgião, um reumatologista, que estão na capital, bons profissionais do meu entorno, para que venham dar sua contribuição aqui”, concluiu.

Fonte: Portal Educadora