Objetivo é mapear, identificar e dar nome aos cursos de água que cruzam a rota.
Foto: Assessoria
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Teve início nos últimos dias uma expedição técnica no Caminho de Santiago de Dois Vizinhos, denominada de “Águas do Caminho”. O trabalho tem como objetivo mapear, identificar e dar nome aos cursos de água que cruzam a rota. Ao longo dos 172 quilômetros do Caminho de Santiago de Dois Vizinhos, há dezenas de travessias por sangas, córregos, riachos, arroios, ribeirões e rios sem identificação.
A expedição concluiu a primeira etapa do projeto, com o mapeamento de mais de 90 cursos e fluxos de água ao longo do Caminho. Agora, o material entra em uma fase técnica de revisão, pesquisa histórica e validação de nomenclaturas, respeitando critérios geográficos, ambientais e culturais, antes da confecção e instalação das placas de identificação nos pontos de travessia.
O projeto prevê a instalação de placas de identificação com linguagem educativa e identidade visual própria do Caminho de Santiago de Dois Vizinhos. Durante o percurso, o grupo também aproveitou para definir pontos estratégicos de parada, locais adequados para hidratação, além de identificar trechos onde o sinal de telefonia móvel é deficitário. A proposta é que, futuramente, alguns desses pontos possam oferecer acesso aberto a Wi-Fi, ampliando a segurança e a conectividade para peregrinos e turistas.
A ação é coordenada pela Secretaria Municipal de Turismo e Eventos, que encabeça o projeto em parceria com o IDR-Paraná, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos e a Associação Santiago de Dois Vizinhos. Participaram diretamente da expedição Carla Barreta, representando o IDR-Paraná; o geógrafo Clair Antonello, pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos; e Idalino Candiotto, presidente da Associação Santiago de Dois Vizinhos.
Para o secretário municipal de Turismo e Eventos, Flávio Galeazzi, o projeto representa um avanço importante na forma como Dois Vizinhos estrutura e qualifica seu turismo. “O Caminho de Santiago é uma experiência profunda, sensorial e espiritual. Quando identificamos as águas que o peregrino cruza, estamos ajudando a contar a história do lugar, respeitando a natureza e oferecendo mais segurança e informação para quem caminha”, destaca.
Segundo ele, o diferencial do Caminho de Santiago de Dois Vizinhos está justamente na atenção aos detalhes. “São pequenas ações que fazem muita diferença. Nomear os rios, organizar pontos de descanso, pensar em conectividade onde não há sinal. Tudo isso mostra cuidado com o peregrino e com o território”, acrescenta.
Fonte: Assessoria adaptada