Criminosos se passam por advogados e pedem dinheiro aos clientes.
Foto: Cartilha OAB-PR.
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Neste ano de 2026, toda a semana pelo menos três pessoas procuram suas agências bancárias em Dois Vizinhos para relatar que caíram no golpe do falso advogado, na expectativa de tentar reaver o valor. A informação foi repassada por uma fonte, ligada a uma das agências, ao jornalismo da Rádio Educadora na terça-feira, 10 de fevereiro.
O golpe do falso advogado consiste na ação de criminosos que entram em contato com a vítima se passando por advogado ou representante de escritório jurídico. Geralmente, os estelionatários utilizam nome verdadeiro de profissionais da área, fotos retiradas da internet e até informações reais de processos judiciais para dar aparência de legitimidade à abordagem.
Na maioria dos casos, a vítima possui um processo em andamento. Como grande parte das informações processuais é pública e pode ser consultada na internet, os meliantes conseguem acessar dados do processo, como número, partes envolvidas e movimentações. Com base nesses dados, entram em contato já sabendo detalhes da ação e informações pessoais do cliente, o que aumenta a credibilidade da abordagem.
O golpista informa que a causa foi ganha e que há um valor a ser liberado, mas alega que é necessário realizar um pagamento antecipado para custear taxas judiciais, impostos ou honorários complementares. O contato costuma ocorrer por telefone ou aplicativo de mensagens.
Após o envio do valor por transferência via PIX ou depósito bancário, o suposto advogado deixa de responder e bloqueia a vítima. Quando percebe o golpe, o prejuízo já está consolidado.
A orientação é que qualquer cobrança relacionada a processo judicial seja confirmada diretamente com o advogado contratado ou junto ao escritório, por meio de canais oficiais ou presencialmente. Também é recomendado desconfiar de pedidos urgentes de transferência e evitar compartilhar dados pessoais ou bancários por mensagens.
Caso você tenha caído no golpe do falso advogado, o primeiro passo é procurar a agencia bancária para tentar recuperar o dinheiro enviado aos golpistas, mesmo que na maioria das vezes não seja possível, mas em alguns casos o banco consegue a recuperação. O segundo passo é registrar um boletim de ocorrência na delegacia de Polícia Civil repassando as seguintes informações: Prints de mensagens trocadas com o golpista e da tela contendo os dados do número telefônico utilizado pelo criminosos; cópias de documentos de processos judiciais (fictícios ou não) que o golpista tenha enviado durante as conversas; Comprovantes de pagamento.
A OAB-PR preparou uma cartilha com orientações para a sociedade sobre o que é o Golpe do Falso Advogado, clique aqui e confira.
Fonte: Portal Educadora