Atualmente, cerca de 180 mulheres estão detidas na cadeia pública do município.
Foto: Assessoria
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Nos últimos dias, o prefeito de Dois Vizinhos, Carlinhos Turatto, participou de uma série de conversas para debater a construção de um presídio feminino em Dois Vizinhos. As reuniões tiveram a presença de representantes do Departamento de Polícia Penal do Paraná (DEPPEN), do Poder Judiciário, do Conselho Comunitário de Segurança, além de secretários municipais e vereadores. Na última quarta-feira, 18, também foi realizada reunião com a família Toledo, proprietária do terreno de 30 mil metros quadrados que deve ser adquirido pelo poder público para a construção da penitenciária.
“Determinei para que essa compra do terreno aconteça o quanto antes para que comecemos a terraplenagem e que esse projeto saia do papel. Já foram várias reuniões e discussões para que a gente possa dar dignidade e serviço para essas mulheres. Já chamei empresários aqui e costuramos parcerias para gerar empregos na penitenciária e vamos e ressocializar e entregar novamente essas mulheres para a sociedade”, disse o prefeito. Carlinhos destacou que a demanda é urgente. “Estamos correndo contra o tempo para que os projetos aconteçam dentro do prazo eleitoral, que a lei exige. O Deppen se propôs a fazer o presídio porque temos uma cadeia que foi construída há 30 anos, para 30, 40 pessoas e hoje são 180 mulheres aqui. Nós precisamos ser mais humanos, temos que olhar para os dois lados porque daqui a pouco acontece uma catástrofe no município e viramos notícia nacional. Estamos cuidando disso, vamos comprar esse terreno que vai ser avaliado pelas imobiliárias, mas, com autorização da família, já vamos começar a limpeza no local”, completou Carlinhos.
O secretário geral de governo, Nilton de Almeida, o Tega, falou sobre o processo. “Apresentamos o terreno para a equipe de engenharia do Deppen, eles avaliaram e concordaram. Agora, o município vai fazer a desapropriação e depois o encaminhamento para o Estado que vai iniciar as tratativas da construção. Essa é uma obra padrão, é toda feita via Estado. O terreno já apresenta condições de futuras expansões. Hoje temos uma cadeia na delegacia, não é um presídio e as mulheres estão ali em uma situação desumana. O conselho da comunidade tem feito o acompanhamento e, realmente, as reclamações são muito pesadas. Precisamos urgente resolver essa situação”, disse Tega.
Ele ressaltou que a família já concordou com a desapropriação. “Será feita a medição e a avaliação para posterior desapropriação amigável por um valor de mercado que as imobiliárias vão avaliar. Hoje nossa unidade já atende todo o Sudoeste mas é um espaço sem condições. Precisamos dar mais dignidade para essas mulheres e a ideia é que, no futuro, depois do presídio pronto, tenhamos as detentas trabalhando em várias frentes como corte-costura ou outras parcerias que possam surgir”, completou.
O presidente da câmara, Juarez Alberton, ressaltou que o legislativo é parceiro do projeto. “A câmara está junto nesse projeto muito importante, com certeza, esse é um projeto importante e vamos apoiar e votar favorável a esse projeto”, conclui.
Fonte: Portal Educadora