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JOAO PAULO DOS SANTOS
Geral

Secretaria da saúde alerta para cuidados com a hanseníase

A detecção precoce é importante no combate à doença.

Secretaria da saúde alerta para cuidados com a hanseníase
  • 26 de Fevereiro de 2026
  • Foto: Portal Educadora

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A secretaria de saúde de Dois Vizinhos está alertando a população para os cuidados com a hanseníase. Durante séculos, a doença foi cercada por medo, desinformação e preconceito. Conhecida antigamente como “lepra”, ela era associada a castigos divinos e isolamento social, especialmente nos tempos bíblicos, quando pessoas acometidas eram afastadas do convívio da sociedade. Hoje, a realidade é outra: a hanseníase tem cura, tratamento gratuito e não exige isolamento. O que ainda precisa ser combatido é o preconceito. “O preconceito em torno da palavra lepra ainda existe. A hanseníase é uma doença antiga, mas ainda temos casos e queremos buscar sempre o diagnóstico precoce para evitar o grau de incapacidade dos pacientes. A gente percebe que eles chegam para diagnosticar em um grau de incapacidade elevado, tanto para as atividades cotidianas, quanto trabalhistas porque o bacilo ataca nervos, a bactéria ataca os nervos e isso impossibilita e deixa sequelas nos pacientes”, disse Grasieli Pedrussi, chefe da vigilância epidemiológica.

Ela falou sobre os casos. “A bactéria é transmitida pelo ar, quando se tem um contato prolongado com o portador, seja ao tossir, falar. Ela pode ficar incubada por muitos anos, latente no organismo e depois começar a manifestar. Os sintomas são manchas pelo corpo (esbranquiçadas, amarronzadas ou vermelha) e, nelas, o paciente não tem sensibilidade ao toque, ao calor. Esse é o principal sintoma. Temos pacientes que não apresentam as manchas, mas tem deformações em mãos, pés, formigamento, perda de força. O que pedimos é que, se você tem algum sintoma compatível, procure imediatamente o posto de saúde. Toda a equipe de atenção primária está apta a tratar a hanseníase. Ela tem cura, o atendimento é na atenção primária com apoio de dermatologista para os casos mais graves”, completou.

Grasi disse que o município tem três pacientes em tratamento. “Esse tratamento vai de seis meses a um ano e é feito através de um combinado de antibióticos que são tomados com supervisão da equipe de saúde. O tratamento mata a bactéria, cura a doença, mas as incapacidades que a bactéria já fez, não tem reversão. O Brasil tem a segunda maior incidência de hanseníase do mundo, afetando, principalmente, o público masculino de 50 a 59 anos. Aqui segue esse padrão”, conclui.

Fonte: Portal Educadora