Marcelo Costa Martins, diretor de relações institucionais e governamentais da marca, falou sobre os programas que devem ser implantados na região com a nova indústria.
Foto: Portal Educadora
154
Na última quinta-feira, 26, foi inaugurada, em São Jorge D’Oeste, a nova indústria da Piracanjuba. O espaço já transforma cerca de 400 mil litros de leite em queijo muçarela (em peça e fatiado) e manteiga, entretanto, a capacidade instalada é para a transformação de 1,2 milhão de litros de leite por dia nesta primeira etapa. Marcelo Costa Martins, diretor de relações institucionais e governamentais da empresa, em entrevista coletiva, falou sobre como será a relação com os produtores rurais. “Primeiro, é importante comentar que a região tem muitos atributos que são interessantes no que diz respeito à produção e processamento de leite. Nós temos um relevo adequado, produtores com capacidade muito interessante e que podem melhorar a produção, a produtividade e a qualidade numa bacia leiteira que já é muito importante. A região também é, do ponto de vista logístico, extremamente interessante porque é equidistante aos mercados consumidores da região Sul e Sudeste. É importante comentar que essa unidade industrial parte do zero. Nós temos uma capacidade de 1,2 mi de litros de leite que terão de ser adquiridos de produtores locais, então, precisamos e já estamos nos organizando, para fazer um trabalho significativo, forte, juntos aos produtores para aumentarem a produção, a produtividade e qualidade do leite e, com isso, suprir a demanda da unidade industrial. Temos um programa que se chama Pró-campo, que parte do relacionamento com os produtores e nossa expectativa, por meio dele, é, de fato, em pouco tempo, abastecer essa planta, logicamente atendendo a demanda das demais empresas da região”, explicou.
Ele também falou sobre o processo de expansão da planta. “Durante o processo de construção da fábrica já imaginamos uma planta onde temos duas etapas de construção. A primeira foi onde nós começamos a produção de queijo muçarela e manteiga num volume muito significativo e, numa segunda etapa, entramos com lactose e os concentrados proteicos. Esse produtos são ingredientes importantes, de valor agregado, como os wheys, fórmulas infantis, alimentos para fins especiais utilizados em fármacos e cosméticos e a ideia dessa segunda etapa é que tenhamos condições de oferecer esses produtos ao Brasil até porque um percentual significativo do que se consome no país em termos de lactose e de concentrados são importados”, completou.
Ele falou institucional da marca com o Sudoeste. “Fomos muito bem acolhidos aqui. A receptividade da região, do poder público, da população, foi a melhor possível e esperamos devolver a sociedade, com a unidade, todo apoio que temos recebido em investimentos na nossa unidade industrial. Imaginamos que, a medida que a empresa for ampliado sua participação no mercado pela produção em São Jorge D’Oeste, o que vamos poder é ampliar a parceria, contribuindo ainda mais com o desenvolvimento da região e participando de ações e programas sociais que são importantes e a via de mão dupla entre a empresa e a sociedade”, conclui.
Com 54 mil metros quadrados de área construída, a fábrica inicia suas operações com cerca de 250 empregos diretos, com expansão gradual do quadro conforme o avanço das próximas fases. O impacto se estende a toda a cadeia de valor do setor, criando oportunidades para produtores rurais, fornecedores e prestadores de serviço. Alinhada às melhores práticas ambientais, a unidade foi projetada com foco em eficiência e sustentabilidade, com sistemas de tratamento e reaproveitamento de água, além da produção e uso de biogás como fonte de energia renovável, reduzindo o impacto ambiental das operações.
Fonte: Portal Educadora