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Projeto da UTFPR DV busca incluir pequenas propriedades no mercado de crédito carbono

Objetivo é criar um protocolo para medir emissões nas pequenas propriedades rurais.

Projeto da UTFPR DV busca incluir pequenas propriedades no mercado de crédito carbono
  • 07 de Abril de 2026
  • Foto: Assessoria

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Na segunda-feira, 6 de abril, a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), campus Dois Vizinhos, firmou um Termo de Execução Descentralizada (TED) no valor de R$ 3,6 milhões com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) para o desenvolvimento de um projeto voltado à sustentabilidade ambiental e à inserção da agricultura familiar no mercado de créditos de carbono. O objetivo é disponibilizar um protocolo que possa ser aplicado nas propriedades rurais, permitindo que agricultores familiares realizem o cálculo de suas emissões e possam ingressar no mercado de créditos de carbono com suporte da UTFPR.

De acordo com a diretora-geral do campus, Marina Celant de Prá, a operacionalização dos créditos de carbono exige planejamento, organização e levantamento detalhado das emissões. “Através de um projeto coordenado pelo professor Eleandro Brun, no campus Dois Vizinhos, teremos a celebração desse TED para o desenvolvimento de créditos de carbono na agricultura familiar. O que são esses créditos de carbono? Como faz para operacionalizar isso? Como a instituição pode auxiliar? Através desse acordo junto ao Ministério, teremos o projeto de execução ao longo dos próximos anos para auxiliar as propriedades. A gente precisa de planejamento e organização, precisa de um protocolo e realizar o levantamento de emissão. Por exemplo, nós tivemos na Expovizinhos 2025 a primeira feira carbono zero e estamos finalizando somente agora o relatório. Isso envolve deslocamento de pessoas, se elas vieram para Dois Vizinhos de carro, ônibus ou avião porque isso interfere no calculo de carbono. Qual foi a energia gasta na feira? Como foi gerenciamento ambiental? E, quando a gente fala de sustentabilidade, não é somente de quanto emitiu de gás de dióxido de carbono ou de metano, envolve um tripé que vai desde governança, gestão e o meio ambiente. Então, a ideia é disponibilizar este protocolo para as pequenas propriedades rurais para que a agricultura familiar esteja inserida neste crédito e a universidade operacionalize este protocolo perante todos estes cálculos necessários”, disse Marina.

O reitor da instituição, Everton Lozano, afirmou que ainda não há um modelo único consolidado e, por isso, é a importante a criação deste protocolo e o auxilio da UTFPR aos pequenos agricultores. “Não há uma regra ou um protocolo estabelecido, temos diferentes propriedades com diferentes características. A ideia deste projeto, voltado para agricultura familiar, é que tenhamos um protocolo mínimo estruturante para inserir essas famílias na possibilidade de créditos de carbono, que em alguns países já é uma moeda forte e vigente, enquanto que no Brasil ainda está chegando de uma maneira incipiente e precisamos avançar de maneira significativa, principalmente com os pequenos agricultores, pois os grandes produtores já têm encaminhamento mais palpável”, disse o reitor.

O que são créditos de carbono?

Os créditos de carbono são certificados que representam a redução ou remoção de gases de efeito estufa da atmosfera. Cada crédito equivale, em geral, a uma tonelada de dióxido de carbono que deixou de ser emitida ou foi compensada. Esses créditos podem ser comercializados, permitindo que empresas ou países compensem suas emissões ao adquirir créditos gerados por projetos sustentáveis, como reflorestamento, conservação ambiental ou práticas agrícolas de baixo impacto.

Fonte: Portal Educadora