Animal foi visto em Mandaguari, próximo a Maringá.
Foto: Assessoria
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Já imaginou encontrar uma onça-pintada de aproximadamente 100 kg passeando pelas proximidades da sua empresa ou propriedade rural? O que parece cena de documentário virou realidade em Mandaguari, município da região de Maringá, no norte do Paraná. Desde abril, um macho da espécie tem sido flagrado por câmeras de segurança em áreas rurais e no entorno de empresas, causando preocupação entre moradores e produtores locais após ataques a animais de criação.
O caso mobilizou uma força-tarefa de grande complexidade, conduzida pelo Instituto Água e Terra (IAT), pelo IBAMA, pela Polícia Ambiental e pela Defesa Civil Estadual. E o Centro Universitário Unisep foi chamado a fazer parte dessa missão.
O médico veterinário e professor da Unisep, Mestre Felippe Azzolini, especializado em anestesiologia e clínica médica e cirúrgica de animais selvagens, foi acionado pelo IBAMA e Defesa Civil Estadual para integrar a operação. Desde a segunda-feira, dia 18, ele atua diretamente na região acompanhando as buscas pelo felino.
O animal não está em um local cercado, por isso capturá-lo exige estratégia. A operação utiliza câmeras instaladas em pontos estratégicos, armadilhas monitoradas e sobrevoos de helicóptero para rastrear o felino.
Reconhecida como o maior felino das Américas, a onça-pintada exige procedimentos altamente específicos para manejo e contenção segura, o que demanda profissionais com formação especializada.
O objetivo da operação não é eliminar o predador, mas garantir sua captura com segurança, seguida de avaliação clínica completa e posterior soltura em uma área de mata adequada. A proposta equilibra a proteção da população local com a preservação de uma espécie ameaçada de extinção.
Nesta sexta-feira, dia 22, a Unisep recebeu novo ofício do IBAMA solicitando a permanência do professor Azzolini na operação, ampliando seu período de atuação na missão.
A participação da Unisep evidencia que um corpo docente realmente qualificado — um dos pilares da instituição — é capaz de ir muito além das salas de aula, contribuindo diretamente para desafios reais enfrentados pela sociedade e para a conservação da biodiversidade brasileira.
Fonte: Assessoria