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Ladmir Carvalho elogia a Escola de Sucessores

Na última segunda-feira, 8, empresário palestrou na UTFPR durante o lançamento do projeto.

Ladmir Carvalho elogia a Escola de Sucessores
  • 09 de Junho de 2026
  • Foto: Assessoria

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Na noite de segunda-feira, 8, uma palestra no Auditório Dr. Douglas Sampaio Henrique, da UTFPR, marcou o lançamento oficial da Escola de Sucessores, projeto da Associação Empresarial de Dois Vizinhos (ACEDV/CDL) em parceria com o Sebrae/PR, a Incubadora Sprint da UTFPR e a Sicredi Iguaçu. Na ocasião, o empresário Ladmir Carvalho falou sobre empreendedorismo e sucessão empresarial.

Fundador da Alterdata há 37 anos, Carvalho destacou a importância do planejamento sucessório para a continuidade dos negócios. Atualmente, a empresa conta com mais de 2 mil colaboradores. “Tenho que elogiar o que está sendo feito aqui, porque não é comum vermos o que está sendo construído em Dois Vizinhos. Muitas empresas são destruídas ou deixam de existir por falta de planejamento sucessório. Acho que temos que tratar o assunto como algo fundamental para os fundadores e para a segunda geração. As empresas têm, hoje, três alternativas: ou passam para os filhos, ou criam um corpo de executivos para tocar a companhia, ou são vendidas e entram em processos de fusões e aquisições. O errado é não fazer nada, e é o que normalmente acontece. As pessoas vão tocando o dia a dia e, quando chega o momento em que o fundador está mais velho, a empresa perde velocidade, começa a deixar de ser competitiva e isso não é bom”, disse o palestrante.

Ele também falou sobre a experiência vivida na Alterdata. “Tenho uma companhia com 2 mil funcionários e que completa 37 anos em 2026. Comecei em 1989 e não tenho sucessores. Tenho duas filhas que seguiram seus próprios caminhos, então a solução encontrada por mim e pelo meu sócio foi criar um corpo executivo. Ao longo dos anos, montamos uma estrutura interna de treinamento muito robusta para formar executivos, pessoas que têm o sangue e o DNA da companhia para conduzir a empresa. Hoje, por exemplo, tenho um papel menos relevante do que tinha no passado, porque existe um corpo de executivos conduzindo a empresa da forma que acreditamos ser a melhor para garantir sua longevidade. Minha expectativa é que a empresa continue viva quando eu não estiver mais aqui”, completou.

Carvalho ressaltou ainda que a sucessão envolve um forte componente emocional. “Muitas vezes pensamos que estamos falando apenas de habilidades técnicas, de preparar pessoas e realizar treinamentos, mas existe um lado emocional e psicológico. Eu fundei uma empresa, assim como muitos dos que estiveram aqui, e, quando você começa a transferi-la para outras pessoas, é mais ou menos como entregar um filho. Vender ou passar esse filho para outros é duro, dói no coração, mas é um processo que exige desapego e a compreensão de quanto isso é importante para a família como um todo. Quanto mais você fica grudado nesse filho, menos ele se desenvolve. É algo que precisamos trabalhar muito bem emocionalmente para que dê certo de fato”, concluiu.

Fonte: Assessoria