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Em DV, pesquisa aponta terraço como prevenção para eventos climáticos extremos

Dados comprovam a perda de solo na região devido ao excesso de água e ausência de medidas de proteção.

Em DV, pesquisa aponta terraço como prevenção para eventos climáticos extremos
  • 22 de Junho de 2026
  • Foto: Assessoria

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Na região Sudoeste do Paraná, a presença de curvas de nível na lavoura sob plantio direto pode reduzir em 83% as perdas de solo e em 61% as perdas de água. Esse é o resultado da pesquisa realizada pelo Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação Prosolo (NAPI Prosolo), união entre a Rede Paranaense de Agropesquisa e Formação Aplicada (Rede Agropesquisa) e o Programa Integrado de Conservação de Solo e Água do Paraná (Prosolo), com apoio do Sistema FAEP, da Fundação Araucária e da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).

“Pesquisas no campo têm total apoio do Sistema FAEP, pois os resultados beneficiam diretamente o desenvolvimento do produtor e da agropecuária no Paraná. Hoje, não tem como pensar no futuro do setor sem focar na sustentabilidade das atividades do campo”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.

“Essa parceria com o Sistema FAEP, a Seti, instituições de pesquisa e universidades do Paraná consolida uma rede de pesquisadores comprometida em gerar conhecimento com impacto real no campo e na vida dos produtores”, complementa a coordenadora de Ciência e Academia da Fundação Araucária, Fátima Padoan.

O trabalho realizado na UTFPR-DV foi coordenado pelo pesquisador André Pellegrini, com a colaboração da engenheira agrônoma Alinne Bisolo. Na mesma linha, pesquisas em lavouras sob plantio direto, com e sem terraços, para monitorar as perdas de solo, água e nutrientes também ocorrem em mais seis mesorregiões do Paraná desde 2019.

Sudoeste

O monitoramento na região Sudoeste segue até 2029. “Neste ano, em especial, influenciadas pelo El Niño, as chuvas tendem a ser ainda mais intensas. Por isso, reforço que quem não se preparar terá grandes perdas de solo e nutrientes diante de eventos climáticos extremos”, avisa o professor, doutor em Ciência do Solo pela Universidade.

Segundo o estudo, além de aumentar a umidade do solo e a produtividade das culturas durante períodos de estiagem, os terraços ajudam a evitar perdas em tempos de chuvas frequentes, pois reduzem a velocidade do escoamento.

“O terraço é como o seguro do carro. A gente não quer usar, mas, se precisar, está lá como apoio e garantia para que os prejuízos sejam menores”, afirma o pesquisador.

Recorte da pesquisa

Desde 2019, o grupo de pesquisadores, formado também por professores da UTFPR, campus Francisco Beltrão, vem monitorando as megaparcelas em lavouras experimentais, num total de 1,92 hectare, com e sem terraços, além de uma bacia hidrográfica de 62 hectares, localizada na própria UTFPR, em Dois Vizinhos. Nessa área, os principais usos são lavoura (47,3%) e pastagem (21,6%).

O projeto segue com o cultivo das lavouras como é feito na região Sudoeste, com soja semeada na primeira quinzena de outubro e colhida em fevereiro. Na sequência, safrinha de feijão ou milho, com colheita no início de junho; e, como culturas de inverno, aveia-preta para cobertura ou trigo como cultivo comercial.

Nesses locais, foram analisados o volume de chuva, a vazão e as perdas de solo. Entre os dados destacados por Pellegrini está o de outubro de 2023. Nos dias 28 e 29 daquele período, a chuva de 302 milímetros em 25 horas foi o maior evento já registrado desde o início do projeto, consequência do fenômeno El Niño.

“Os agricultores precisam fazer uma boa cobertura do solo e também terraços para minimizar os problemas de erosão, devido à previsão de um El Niño extremo que se aproxima nesta primavera”, ressalta o pesquisador.

Além dos terraços, outra forma de proteger o solo é utilizando plantas de cobertura, como aveia, nabo, centeio e outras, durante o inverno. “Assim, quando começarem o plantio da soja, o solo estará mais preparado”, completa Pellegrini.

Fonte: Assessoria