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“Eleição não é quem sai em primeiro, é quem chega primeiro”, diz Sandro Alex

Pré-candidato a governador pela base de Ratinho Júnior concedeu entrevista exclusiva à Rádio Educadora FM.

“Eleição não é quem sai em primeiro, é quem chega primeiro”, diz Sandro Alex
  • 22 de Junho de 2026
  • Foto: Reprodução YouTube

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Na manhã desta segunda-feira, 22, o Programa Sete e Meia, da Rádio Educadora de Dois Vizinhos, entrevistou, por videoconferência, o pré-candidato a governador Sandro Alex (PSD). Ele representa o governador Ratinho Júnior na corrida eleitoral. “Não é uma substituição, é uma sucessão. O substituto entra quando você precisa de mudança, alteração. O governo Ratinho Júnior, por sua vez, precisa ser sucedido. Precisamos dar continuidade a um trabalho transformador que vem sendo realizado por um time de homens e mulheres que esteve ao lado do governador. Eu estive com ele desde o primeiro dia e, como seu braço direito, tocamos grandes obras e grandes projetos”, destacou.

Ele falou sobre a escolha do seu nome como pré-candidato. “Há algumas semanas, o governador Ratinho Júnior me chamou e disse que eu seria o representante do nosso time nas eleições. A população reconhece que a vida melhorou, que o Estado avançou e as obras simbolizam o nosso governo, que foi vitorioso, e eu quero continuar esse legado. Desde então, foram criadas expectativas porque muitos nomes se colocavam como pré-candidatos dentro do cenário político e, claro, todos com suas razões e seus trabalhos. Agora, muitos se somam conosco para que sigamos unidos. Assim aconteceu com o Alexandre Curi, hoje meu pré-candidato ao Senado, e também com o Guto Silva, que é da região Sudoeste, pleiteava a candidatura e foi o primeiro a me ligar e dizer que caminharia comigo”, completou.

Ele também demonstrou tranquilidade quanto às pesquisas eleitorais. “A população, segundo as próprias pesquisas, ainda não sabe quem é o candidato do Ratinho Júnior. São 66% dos paranaenses que não sabem em quem vão votar. Então, os que respondem, muitas vezes, fazem isso pela lembrança daqueles que são pré-candidatos há mais tempo. Nesse cenário, a cada dia que as pessoas vão me conhecendo, a gente vai avançando e esse é o meu trabalho. Neste momento, é como um Big Brother, onde o mais conhecido tem mais visibilidade. Eleição não é quem sai em primeiro, é quem chega primeiro. O Sudoeste e o Paraná sabem disso. Já tivemos muitos exemplos disso”, disse.

Coligações

O pré-candidato esmiuçou o cenário político. “Hoje eu tenho o Republicanos, com o Alexandre Curi, que trabalha comigo, e inúmeros partidos que estiveram conosco ao longo do governo Ratinho Júnior e que têm bons nomes que respeitamos. Muitos se colocam como pré-candidatos, mas podem vir a compor. Meu objetivo é ter uma composição com quem trabalhou conosco, com os partidos que têm afinidade. É natural que não tenhamos uma coligação com o PT porque não tivemos relacionamento e eu sempre estive na oposição, buscando fazer o melhor para o Brasil, estando ao lado do agronegócio e das bandeiras que os paranaenses consideram importantes”, completou.

Sandro Alex exaltou o momento do Estado. “O Paraná tem saúde financeira. O Ratinho mostrou que é possível ter investimentos mesmo cortando gastos. Diminuímos impostos, baixamos o IPVA, por exemplo, e, mesmo assim, o Estado segue colocando recursos nos municípios. O primeiro governo do Ratinho foi diferente do segundo. Isso é natural. No primeiro momento, estávamos no planejamento e, no segundo, executando. Vamos dar um exemplo olhando para o Sudoeste: a pior rodovia do Paraná era a PRC-280, que era intransitável e sempre foi tratada com trabalhos de tapa-buraco. As lideranças nos pediam para resolver esse problema e iniciamos fazendo os remendos, mas eu disse que a gente iria reconstruir. Isso tudo exige projetos, dinheiro, licenciamentos e fomos buscar nos Estados Unidos a tecnologia para fazer de concreto. Começamos no trevo do Horizonte, fomos até Palmas e chegamos em Pato Branco, numa conexão com a região do porto e com Santa Catarina. Numa possível sucessão, não abrimos mão de que todos os corredores de produção do Sudoeste passem por ampliação de capacidade, concreto ou duplicação”, explicou.

O objetivo é manter o Estado em crescimento. “Uma verdadeira mudança acontece quando você tem um trabalho em médio e longo prazo. Se você não tiver uma ruptura, mudança drástica, alguém que trave, você continua mantendo essa velocidade. É isso que vamos fazer. Trabalhamos nos pequenos, médios e grandes municípios. Estamos nas 399 cidades. Claro que cada mandato tem características especiais e, em determinado momento, por exemplo, tivemos uma pandemia e buscamos salvar a vida das pessoas. Isso ajudou para que hoje tenhamos uma rede de urgência e emergência estruturada. Em cada área temos avanços, mas a característica principal é servir o povo do Paraná. Eu tenho orgulho de dizer que vou dar continuidade ao trabalho do Ratinho porque o planejamento está em ação.”

Ele falou sobre os investimentos que serão feitos pensando no agronegócio. “O agricultor precisa, em primeiro lugar, de estrada. Ele precisa também que não o prejudiquem, que não o incomodem, que o prestigiem. Buscamos, nos últimos anos, recuperar o tempo perdido. Buscamos fazer 40 anos em oito. Fomos mexendo nas principais artérias de rodovias para que houvesse esse investimento na qualidade de vida das pessoas. Focamos também na qualidade de vida para que as pessoas não saiam dos municípios menores em busca de qualidade de vida nos grandes centros. Temos o programa Asfalto Novo, Vida Nova, investimentos em pavimentação em todo o Sudoeste, por exemplo, além de iluminação em LED, calçadas e galerias. Aí passamos a fazer estradas rurais. Temos hoje 457 estradas rurais onde acontece a movimentação do agricultor e das cooperativas. Nas rodovias, buscamos ampliar a capacidade para ter acostamento e terceira faixa, atendendo os caminhões de nove eixos. As curvas e pontes não estavam preparadas para esses caminhões e não sou eu quem restringe, e sim a Polícia Rodoviária e o Ministério Público. Já estamos com projetos em andamento para proporcionar que o transportador possa fazer seu trabalho”, completou.

Os ouvintes também fizeram perguntas referentes à questão da distribuição de energia. “Energia é infraestrutura. Você precisa de rodovia, saneamento, aeroporto e a gente defende esses investimentos. Precisamos ter internet também. O produtor precisa ter acesso, a máquina precisa de internet e, claro, energia. Vamos falar com responsabilidade porque você precisa ter coragem e visão. Antigamente, tínhamos uma subestação construída a cada quatro anos. Nesses últimos dois anos, construímos 19 subestações. As empresas dobraram de tamanho, o setor produtivo aumentou e demandou mais energia. Então, o desafio era definir quais seriam os investimentos da Copel e agora estamos executando esses investimentos. Temos 50 subestações sendo construídas e anunciamos, em Reserva do Iguaçu, investimentos nas nossas usinas. O Paraná é o maior acionista da Copel e os investimentos de R$ 5 bilhões colocam mais energia para atender 6 milhões de pessoas. Por que tudo isso? Para dar atendimento. E vamos cobrar a excelência da Copel. Com investimentos em usinas e subestações, vamos ter capacidade de atender com segurança. Vamos ter adversidades da natureza, ventos e chuvas, mas é preciso ter a capacidade de restabelecer o fornecimento o mais rápido possível. É isso que exigimos”, completou.

Avião e trem

O pré-candidato ressaltou projetos de infraestrutura para aeroportos e ferrovias. “Eu tenho procurado investir muito em aeroportos regionais. Eu sei que muitas pessoas falam que não usam avião, mas pode ser que seu filho ou seu pai precise de uma UTI aérea ou de um transplante de órgãos e temos procurado reforçar todos os aeroportos regionais. Com relação às ferrovias, estamos com o projeto da Ferroeste parado no Ibama, em Brasília (DF). Veja como é importante ter um senador que ajude o Estado. Dependemos da decisão da Malha Sul, que são as ferrovias que cortam o Sul do Brasil, e é uma decisão que não depende da gente. Queremos uma ligação de maior capacidade entre a Ferroeste e a Malha Sul. Ali em Guarapuava, na Serra da Esperança, tiramos o gargalo e fazemos com que a carga do Oeste e do Sudoeste chegue ao Porto de Paranaguá. Claro que, se tivéssemos uma ligação por ramal ferroviário entre o Sudoeste do Paraná e o Oeste de Santa Catarina, de Chapecó (SC) a Cascavel, isso beneficiaria o Sudoeste. A ferrovia foi abandonada no Brasil, mas precisamos discutir esses investimentos. O Porto de Paranaguá movimenta quase 80% da carga por caminhões e apenas 20% por ferrovias, mas estamos fazendo uma obra para garantir a chegada de mais trens”, destacou.

Quem é Sandro Alex?

Advogado, comunicador de rádio e deputado federal no quarto mandato, Sandro Alex também é secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná (SEIL) na atual gestão. “Eu me apresento como um tocador de obras, um construtor de pontes, aquele que esteve colocando o Paraná em primeiro lugar. Vimos o Estado avançar. Meu nome é Sandro Alex, sou deputado federal há quatro mandatos, nunca desonrei meus pais e nunca envergonhei o povo do Paraná. Procurei ter uma linha de oposição em Brasília (DF), defendendo o agronegócio e o combate à corrupção. Fui o responsável pela prisão do Eduardo Cunha há alguns anos, num processo difícil e que me moldou. Desde o primeiro dia no governo, o Ratinho me deu essa missão: toque as obras, esteja presente no Paraná com obras transformadoras. Isso que eu fiz, inclusive, no Sudoeste”, completou.

Ele falou sobre seu lado político. “Eu sempre tive uma linha de coerência, nunca mudei de lado, sempre trabalhei no campo da centro-direita. Meu partido tem um pré-candidato a presidente, o Caiado, que é um nome da direita também, muito ligado ao agronegócio. É uma pessoa respeitada, que faz parte do processo e ajuda o Brasil a ter segundo turno. Todo mundo sabe, no entanto, que eu sempre fui ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Eu fiz obras com ele, como a Estrada Boiadeira, a segunda ponte Brasil-Paraguai e a estrutura de acesso ao Show Rural, e ele sempre me respeitou. Sempre fui amigo dele e tenho certeza de que muita gente que caminha comigo, vota em mim, vai dizer: Flávio sim, Moro não, e votar no Sandro. Estamos aguardando as convenções para saber se teremos anúncio de união, definição de vice e quem ficará como candidato. A gente vê a cobrança da população, mas tem uma posição bem definida”, concluiu.

Fonte: Portal Educadora