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Câmera flagra onça-parda no interior de Nova Prata do Iguaçu

Registro foi feito na comunidade de Estrela do Iguaçu.

Câmera flagra onça-parda no interior de Nova Prata do Iguaçu
  • 20 de Julho de 2026
  • Foto: Arquivo pessoal.

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Um registro inusitado chamou a atenção na comunidade de Estrela do Iguaçu, em Nova Prata do Iguaçu. Ao instalar uma câmera de monitoramento em uma trilha utilizada por capivaras, o morador da comunidade, Roberto Vinharski e seu genro, Bernardo Acordi, acabaram registrando a passagem de uma onça-parda na quarta-feira, 15 de julho, por volta das 18 horas.

A Rádio Educadora 107,3 FM conversou com o genro, Bernardo, que contou como foi o registro. “Tivemos uma suspeita que pudesse ter onça ali quando escapou um boi do meu sogro e vimos uma pegada grande. Naquele momento instalei a câmera e não consegui registrar. Dessa vez, colocamos a câmera no rastro da capivara, na beira do rio Iguaçu. Aparecem dois graxains antes dela nas imagens. Tinha gente que já tinha visto ela ali, mas é a primeira vez que tem filmagens”, disse.

A onça-parda (Puma concolor), também conhecida como suçuarana, leão-baio ou puma, é o segundo maior felino das Américas, ficando atrás apenas da onça-pintada. Pode medir mais de dois metros de comprimento, incluindo a cauda, e pesar entre 35 e 90 quilos, dependendo do sexo e da região onde vive. A espécie possui ampla distribuição no continente americano e está presente em praticamente todos os biomas brasileiros. Sua alimentação é composta principalmente por mamíferos de médio porte, como capivaras, tatus, cutias e veados.

Apesar de ser um predador de grande porte, a onça-parda é um animal de hábitos discretos e, normalmente, evita o contato com seres humanos. Ataques a pessoas são considerados extremamente raros, ocorrendo, na maioria das vezes, quando o animal se sente encurralado ou ameaçado. Especialistas orientam que, em caso de encontro com uma onça-parda, a recomendação é manter a calma, não correr, evitar dar as costas ao animal e recuar lentamente, permitindo que ele tenha uma rota de fuga.

Fonte: Portal Educadora